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O decreto com os valores da migração das rádios AM para FM foi assinado nesta terça-feira, 24, no Palácio do Planalto, em Brasília.


A partir de agora, as emissoras AM que desejam migrar para a frequência FM deverão pagar entre R$ 8,6 mil e R$ 4,4 milhões pela adaptação da outorga.

Segundo a presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert), Carmen Lúcia Rocha Dummar, que participou da cerimônia, os valores da migração - divididos em patamares - foram justos. 

"Achei o preço satisfatório para os radiodifusores e para o setor que pode melhorar os serviços. O Ministério (das Comunicações) estava muito preparado e considerou vários índices, como população, alcance da emissora, IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)", diz a presidente.



Ainda de acordo com ela, a migração opcional de sinal das rádios AM para FM já era um anseio de muitos radiodifusores, mas que beneficia primeiramente o ouvinte, que pode ter acesso a um serviço de qualidade superior. 


No entanto, Carmem Lúcia também ressalta que nem todos os radiodifusores da frequência AM devem migrar para a FM. "O AM também tem sua vida e muitos não vão migrar porque o FM tem um limite de alcance, apesar de ter melhor qualidade sonora", explica.
Carmem Lúcia já acompanha a questão da migração há muito tempo, antes mesmo de tomar posse como presidente da Acert e considera a mudança para nova faixa como um avanço para radiodifusão brasileira.

"O André Figueiredo (ministro das Comunicações) foi muito feliz. Há dois anos a lei foi assinada e há dois anos esperamos a definição do valor. Foi algo inédito no mundo, feito de forma unificada. Está todo mundo comemorando", complementa a presidente da associação. 


Fonte: Lígia Costa, especial para O POVO Online

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