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Policiais e torcedores feridos, viaturas depredadas, pânico, correria, bombas de gás estourando, terminais parados, população assustada e refém de bandidos. Este foi o resultado de mais um embate entre a Polícia Militar e baderneiros que se auto-intitulam membros de torcidas “organizadas” do Ceará e do Fortaleza. O domingo foi de turbulência na Capital.

A ordem judicial para a proibição da entrada de torcedores de “organizadas” na Arena Castelão foi simplesmente ignorada. Nas ruas e avenidas no entorno do estádio e até em via mais distantes, o que se viu ontem foi de assustar. Nem mesmo um reforço no contingente da PM foi suficiente para conter a baderna.

Avenidas como Deputado Paulino Rocha, Doutor Silas Munguba (antiga Dedé Brasil), Padaria Espiritual, Alberto Craveiro, José Bastos, Augusto dos Anjos, Bezerra de Menezes e General Osório de Paiva se transformaram em “campos de guerra”entre facções criminosas travestidas de torcidas organizadas de Ceará e Fortaleza. O resultado foi trágico. Um torcedor morto a tiros, dezenas de feridos e muita depredação.

No “Frotinha” de Parangaba, morreu o jovem Julian de Sousa Cavalcante, 22, que era membro da bateria da TUF (Torcida Uniformizada do Fortaleza). Ali também deram entrada dois policiais militares feridos por pedradas e bombas caseiras.

Furiosos e perigosos

Nas ruas, viaturas da PM e da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) foram apedrejadas. Nos terminais do Siqueira, Lagoa e Parangaba, a população se viu refém dos vândalos, enquanto a PM e a Guarda Municipal tentavam conter a ação furiosa dos “torcedores”.

Já no fim da noite do domingo, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social emitiu uma nota oficial sobre os incidentes informando que apenas 13 procedimentos foram registrados pelas polícias Civil e Militar, entre eles, a prisão de um homem por crimes de incitação à violência e porte de explosivos, além de extravios de documentos.

Enquanto a SSPDS tentava amenizar as conseqüências da baderna nas ruas, nas redes sociais imagens postadas mostravam o que realmente aconteceu, uma verdadeira guerrilha urbana.

Por FERNANDO RIBEIRO

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