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Trinta e três policiais militares foram indiciados por crimes de homicídio e tentativa de homicídio e outros cinco pelo crime de prevaricação (deixar de cumprir o dever de ofício). Este foi o resultado de uma investigação que durou cinco meses na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário do Ceará (CGD). Motivo: a chacina que matou 11 pessoas e deixou outras sete feridas.

A matança ocorreu na madrugada do dia 12 de novembro passado entre os bairros Curió, Lagoa Redonda e Conjunto São Miguel, na Grande Messejana. Foi a maior chacina já ocorrida na Capital cearense em número de mortos. A CGD investigou a fundo o assunto e teve o acompanhamento do Ministério Público Estadual (MPE). A Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) designou três promotores de Justiça para acompanhar as diligências. Já a Polícia Federal deu apoio no setor de perícia.

Ontem, finalmente, após um longo silêncio, a Controladoria se pronunciou sobre o fato, emitindo, porém, uma nota oficial de apenas dois parágrafos e nesta afirma que, através das investigações realizadas pela Delegacia de Assuntos Internos (DAI), foi possível a identificação dos 38 suspeitos de envolvimento nas mortes.

Dos 38 indiciados, 33 são acusados diretamente dos 11 assassinatos e das sete tentativas de homicídios (vítimas baleadas). Outros cinco foram enquadrados no crime de prevaricação, isto é, sabedores do envolvimento dos demais PMs no crime, não tomaram nenhuma providência legal, passando a se tornarem cúmplices do fato.

Vingança?

O crime teria sido motivado por uma espécie de vingança de policiais pela morte de um colega de farda, assassinado na véspera (dia 11 de novembro) durante uma tentativa de assalto na Lagoa Redonda.

A nota oficial da SSPDS finaliza informando que, “o inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário na tarde de segunda-feira (11/4), cabendo ao Ministério Público oferecer a denúncia para dar início à ação penal.”

Fonte: Blog do Fernando Ribeiro

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