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O Ceará já tem 129 casos de microcefalia confirmados até esta terça-feira (19), de acordo com boletim  epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Do total de casos confirmados, em 20 foi comprovado a relação com o vírus Zika.  Em 10 bebês mortos houve identificação do vírus Zika em tecido fetal. Outras 15 mortes estão sendo investigadas.


O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

O número de casos confirmados de microcefalia no Brasil chegou a 1.709, de acordo com o Ministério da Saúde. Ao todo, foram 8.571 notificações desde o início das investigações, em 22 de outubro de 2015, até 16 de julho deste ano, com 102 mortes.

Desde outubro, houve 354 notificações de mortes por microcefalia ou outras alterações no sistema nervoso central durante a gestação ou após o parto. Deste total, 102 óbitos foram confirmados para microcefalia e alterações do sistema nervoso central, 60 foram descartados e 192 continuam sob investigação.

O estado com maior número de casos confirmados ainda é Pernambuco, com 371 casos, seguido da Bahia, com 277, e da Paraíba, com 148. Transmissor do vírus da zika, que pode causar a microcefalia, o Aedes Aegypti é também vetor da dengue, febre chikungunya, febre amarela e síndrome de Guilain Barré.

Gestantes

As gestantes estão sendo orientadas a adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.

Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.

 G1

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