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Parto de Miguel aconteceu na Santa Casa de Barretos no dia 2 de agosto. Caso é chamado de feto empelicado, explica especialista A imagem do filho recém-nascido ainda dentro da bolsa amniótica deixou a manicure Paula Placencia Idelfonso emocionada. No início de agosto, Paula passou por uma cesariana na Santa Casa de Barretos (SP), onde deu à luz meninos gêmeos. O primeiro bebê nasceu como era esperado, mas o segundo resolveu surpreender a equipe médica e os pais. Paula e os bebês gêmeos Pedro, de azul, e Miguel, de branco Miguel, como é chamado, nasceu no saco amniótico, intacto. Um vídeo do momento do parto foi feito por uma técnica em enfermagem. “Deus mostrou o milagre da vida. Meu filho dentro da bolsa, em perfeito estado”, diz Paula. Os bebês, Pedro e Miguel, gêmeos fraternos, e a mãe passam bem. Surpresa no parto A manicure, que também é mãe de uma menina de 2 anos, conta que a gestação dos gêmeos fraternos, ou seja, gerados de óvulos e espermatozóides diferentes, foi tranquila. No fim de julho, a pressão dela começou a apresentar variação e os médicos a orientaram a fazer repouso absoluto. No início de agosto, com 36 semanas de gestação, Paula sentiu dores e procurou o centro de obstetrícia do hospital em Barretos. Os médicos resolveram fazer a cesariana após se certificarem que não havia riscos para a mãe e os bebês. A cirurgia aconteceu na manhã do dia 2 de agosto. Pedro nasceu primeiro, com 2,6 kg e 46 centímetros. Enquanto a equipe aguardava a autorização do pediatra para seguir com o parto, Miguel decidiu que era hora de vir ao mundo, e de uma forma especial. Miguel e o irmão gêmeo Pedro nasceram com 2,6 kg e 46 centímetros (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação) Miguel e o irmão gêmeo Pedro nasceram com 2,6 kg e 46 centímetros (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação) O vídeo feito pela técnica em enfermagem Gisele Aparecida Correia da Silva mostra o bebê tranquilo dentro do saco amniótico. “As técnicas de enfermagem falaram ‘tá aparecendo o pezinho na bolsa’ e ele estava lá dentro da barriga ainda. Aí eu pedi para tirar uma foto com o meu celular. Começou a sair mais a bolsa, mas sem forçar porque a gente estava esperando [o médico], e ele foi saindo sozinho. Aí dava para ver ele mexendo”, conta. Paula, que estava anestesiada, mas consciente, não conseguiu ver o filho em tempo real na bolsa. Curiosa, ela pedia aos enfermeiros que descrevessem a cena, mas a surpresa foi imensa ao assistir o vídeo instantes depois. “Não tinha ideia de quão lindo era. Meu esposo estava junto e ficou bobo com que viu”, conta a mãe. O bebê foi retirado da bolsa pelo médico com a ajuda de uma pinça, e nasceu com medida e peso iguais aos do irmão. De acordo com o médico e professor de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Thomaz Gollop, o que ocorreu no parto é chamado feto empelicado, quando o bebê nasce na bolsa intacta. “É como se ele nascesse num colchão de água. Habitualmente, é usado pelos médicos para preservar bebês muito pequenos, prematuros, para sua proteção”, explica. Sobre os nomes dos meninos, Paula explica que escolheu Pedro para o filho mais velho por significar força. Já Miguel, por ser um anjo de luz. Em casa, já com os gêmeos, a manicure afirma que se sentiu privilegiada com o nascimento. “Me senti muito, muito abençoada, escolhida no meio de muitas mulheres. Me senti importante para Deus.”

DIÁRIO DO SERTÃO com G1

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