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De janeiro a julho deste ano, 8 pessoas morreram no Estado em decorrência da doença leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, de acordo com informações da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa). Dos óbitos, 3 foram registrados na Região Metropolitana de Fortaleza (dos quais dois na Capital e um em Caucaia), um em Barbalha, um em Brejo Santo, um em Choró, um em Independência e um em Umirim.

Nos 7 primeiros meses do ano, foram registrados 143 casos no Estado, o que corresponde a uma média de 20,4 casos e a 1,1 óbito a cada mês. Ainda que a média de vítimas fatais tenha caído quase pela metade em relação ao ano passado, quando foram registrados 25 mortes (2,03 por mês), a média de registro da doença quase duplicou neste ano – foram registrados 137 casos em 2015, com média de 11,41 casos por mês.
A Capital registre a maior incidência, com 43 casos, o equivalente a 30% do total registrado no Estado, enquanto Sobral e os municípios dos arredores, parte da zona de abrangência da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, concentram 18% do total, com 27 casos.
A doença - Endêmica no Brasil, a doença é transmitida tanto a animais como aos seres humanos pela picada do inseto Flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, também conhecido como mosquito-palha. Esses insetos são pequenos e possuem o corpo revestido por pêlos de coloração clara, são facilmente reconhecíveis pelo hábito de voar em pequenos saltos e pousar com as asas entreabertas.  O calazar é transmitido ao homem através da picada do inseto que foi contaminado pela doença ao picar cães, animais silvestres e roedores infectados. A doença é de alta letalidade e tem os cães como seu principal reservatório - a doença pode matar o animal e colocar em risco a vida das pessoas que convivem com ele. A incubação no ser humano varia de dois a seis meses.  Quando detectado precocemente, o calazar pode ser tratado com grande chances de recuperação. Alguns dos principais sintomas são febres que reaparecem constantemente durante semanas, palidez, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, problemas respiratórios, diarreia e sangramentos. Sem tratamento adequado, a doença pode causar a morte.
*** Informações com Diário do Nordeste

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