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Um falso médico foi preso em flagrante quando se encontrava com uma pessoa que ele pensava ser uma nova vítima do golpe, no dia de ontem (sexta, 16 de dezembro), no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Entretanto, trava-se de uma operação da Polícia Militar em parceria com a Polícia Civil, que resultou na captura do estelionatário utilizando uma carteira falsificada do Conselho Federal de Medicina (CFM) para ludibriar pessoas que precisavam de ajuda médica e lucrar em cima disso.
A Polícia descobriu o golpe após o carioca Lyndybergewen da Penha Cordeiro, 57, enganar o familiar de um policial militar de Maranguape. A vítima denunciou o caso e uma operação foi montada pela Polícia. "Ele veio até a nós, deixamos ele receber a quantia de R$ 600,00 pelo suposto exame e realizamos a prisão", contou o comandante da Área Integrada de Segurança (AIS) 8, tenente-coronel Océlio Alves, que coordenou a operação.
Lyndybergewen Carneiro foi levado ao xadrez da Delegacia Metropolitana de Maranguape, da Polícia Civil, onde foi instaurado inquérito policial contra ele pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica.
De acordo com o inspetor-geral Welington Pereira, já havia outro Boletim de Ocorrência (B.O) contra Lyndybergewen pela mesma prática criminosa, registrado em Fortaleza. O estelionatário teria encontrado um homem com câncer de próstata, em uma igreja evangélica, e prometido facilitar um exame por um preço mais barato que o valor convencional, pedindo um adiantamento de R$ 200. Ao chegarem juntos ao hospital particular, o falso médico pediu para o enfermo esperar e fingiu que ia à recepção resolver uma pendência, mas não voltou mais, levando o dinheiro adiantado sem realizar o exame.
Após ser enganado, o homem registrou o caso em uma Delegacia da Capital. Mesmo tendo feito várias vítimas, ele continuou atuando em outras áreas.
Cúmplice - Conforme apontou a investigação policial, uma missionária de uma igreja evangélica de Fortaleza facilitava o contato do golpista com fieis que estavam com alguma doença e interessados em um tratamento alternativo ou em realizar exames a preços mais baixos. "Ele estava colocando vidas em risco", destacou Welington Pereira.
Segundo o comandante da AIS 8, a estratégia se repetia. "A dupla andava nas igrejas evangélicas observando os 'irmãos' com problemas de saúde. As pessoas davam o dinheiro e o estelionatário as levava a alguma clínica, dizendo que trabalhava para um plano de saúde. Lá, ele saía por outra porta enquanto as pessoas ficavam no aguardo até perceberem que haviam sido enganadas", descreveu.
A Polícia está fazendo levantamentos para saber se o nome dado pela mulher aos clientes é verdadeiro. As investigações continuam como o objetivo de capturar a suspeita. Com a prisão do falso médico e a divulgação do crime e da foto do estelionatário, os investigadores também esperam encontrar mais vítimas do golpe.
Falso professor - Nascido na cidade do Rio de Janeiro, Lyndybergewen da Penha Cordeiro aplica golpes no Ceará há pelo menos duas décadas. No início dos anos 2000, ele se passava por professor e oferecia bolsas integrais a estudantes em grandes escolas de Fortaleza.
Os interessados tinham que reembolsá-lo com um valor menor que as mensalidades, antecipadamente, mas o 'investimento' não passava de um golpe. Um desses casos foi levado à Justiça no ano de 2004 e Lyndybergewen responde ao processo até hoje. A última audiência deveria ter sido realizada no ano de 2010, mas foi desmarcada "em razão da não intimação das partes processuais (acusado/testemunha), tendo em vista a não confecção dos expedientes", diz a certidão que consta nos autos do processo.
Na ocasião, o estelionatário foi acusado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) após oferecer uma bolsa de estudo diretamente a uma menina, pedindo para ela comprar um CD Room ou uma fita cassete para gravar um vídeo para a seleção da escola. O pai da menina desconfiou e acionou a Polícia Militar, que prendeu o homem em flagrante por estelionato.
Após a detenção de Lyndybergewen, quatro pessoas compareceram à delegacia para se queixar de terem sofrido outro golpe do homem. A promessa em questão era arranjar um emprego mediante a um pagamento antecipado dos interessados.
*** Informações com Diário do Nordeste

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