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A casa noturna Cactos, na rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande, foi inaugurada há menos de um mês, com o conceito de 'matinê e balada gospel'. A ideia era fazer do local um ambiente para adolescentes, mas o que acontece dentro da boate é distante da propaganda. Menores de idade aparecem fumando e há bebida à venda. Em um vídeo a que o Jornal Midiamax teve acesso, é possível ver o consumo de cigarro e até uma lata de bebida no chão.
A programação da casa diz que nas quintas-feiras o espaço é aberto exclusivamente para a balada cristã, e no domingo, a festa é dedicada aos adolescente, entre 12 e 17 anos, o dia da matinê. A festa é realizada das 15h às 20 h, supostamente sem a venda de bebidas alcoólicas e com uma diferença das baladas adultas, o camarote seria open bar apenas de refrigerante, água e doces.
Um vídeo de 1 minuto e 17 segundos enviado por um leitor ao Jornal Midiamax mostra a suposta matinê promovida pela casa noturna. Na edição de ontem, o cenário é diferente do esperado para uma festa exclusiva para menores de idade. No bar, as bebidas alcoólicas eram o atrativo em um anuncio improvisado: Vodka com energético, caipirinha e até ‘batida da casa’. Jovens fumavam cigarros no ambiente fechado e ao som do funk.
O leitor, que preferiu não ser identificado, disse ter entrado no local para se certificar se existia a venda de bebidas alcoólicas para menores. “Comprovei pessoalmente que qualquer jovem pode comprar e consumir no local”, declarou.
Procurado pela reportagem, o dono do estabelecimento, o empresário Rodrigo Rocha, negou a facilitação de venda de bebidas adultas à menores de idade, e disse que se houve o consumo, “foi porque um adulto passou para um menor”. “A matine é pra adolescente, mas chega com um pai. É a questão de dizer que tem adulto chega um rapaz de 18, 19. A faixa etária da matinê representa 20%. “da forma que tava não dá pra continuar, prejudica muito meu estabelecimento”, argumentou.
Sobre a matinê gospel, o empresário anunciou que as matinês serão canceladas comentou que a festa gerou polêmica “As igrejas falaram que iam protestar na frente da boate e a gente parou”, contou.
Fiscalização
Sem um órgão ou instituição para fiscalizar periodicamente bares e casas noturnas, se estão cumprindo à risca a lei antiálcool para menores, a Capital de Mato Grosso do Sul padece como a uma das cidades onde tem o maior consumo de álcool por adolescente, disse o procurador de Justiça Sérgio Harfouche, que já esteve à frente da 27ª Promotoria de Infância e Juventude da Capital.
“Quem deve cuidar disso é um comissariado, um cargo nomeado pelo Tribunal de Justiça, mas que nunca foi feito”, apontou.
Ele explicou que o comissariado tem a função de fiscalização do cumprimento das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente em estabelecimentos comerciais, tais como, bares e danceterias.
Na falta deste cargo, a inspeção só tem ocorrido após denúncia e sobrou para o Conselho tutelar fazer as visitas. Em casos de denúncia, Harfouche disse que é preciso ligar para o Conselho, que é obrigado a investigar a situação. “O Conselho de Campo Grande tem três equipes de cinco cada um, fica fácil para burlar”.
***** Informações com Mídiamax

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