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O papa Francisco disse ontem em Mianmar que o país passa por um conflito "que já durou muito e que deixou divisões profundas", mas se negou a usar o termo rohingya.
O pontífice discursou ao lado de Aung San Suu Kyi, líder civil do país, na capital Naypyidaw.
A ONU e os EUA acusam o Exército birmanês de fazer uma "limpeza étnica" contra a minoria muçulmana. Mianmar, que tem uma população majoritariamente budista, não reconhece os rohingya nem como cidadãos e nem como uma etnia própria e por isso não usa o termo.

Por isso, alguns auxiliares aconselharam o pontífice a não usar a palavra rohingya durante sua visita ao país. O tratamento dado a minoria é o principal assunto da viagem de Francisco para a região.
Havia o temor de ataques contra a minoria cristã de Mianmar caso o papa mencionasse nominalmente os rohingyas, o que ele não fez em seu discurso.

Antes da fala do papa, Suu Kyi disse que houve uma perda da confiança nas comunidades do Estado de Rakhine, onde vivem os rohingyas. Ela também não citou a minoria nominalmente e nem mencionou a fuga de milhares deles para Bangladesh.

Diário do Nordeste

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