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Uma mulher de 59 anos morreu nesta quinta-feira (26) depois que o Estado do Ceará deixou de cumprir uma determinação da Justiça que o obrigava a disponibilizar um leito em Unidade de Terapia Intensiva (URI) para a paciente. Maria Aguida, de 59 anos, foi internada no domingo (22) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Conjunto Ceará, em Fortaleza, com quadro de insuficiência respiratória aguda e não resistiu.
Os médicos que a atendaram atestaram a necessidade de um leito de UTI e colocaram em relatório nível de prioridade 1. A família ingressou na Justiça e, na segunda-feira (23), o juiz determinou que o Estado do Ceará, por meio da Central de Leitos da Secretaria de Saúde, providenciasse a internação em uma UTI. Como a decisão não foi cumprida, o quadro de saúde piorou e ela morreu três dias depois.
'Negligência' - "Foi negligência deles não ter conseguido uma UTI para a minha mãe. Ela estava em primeiro lugar [entre os casos prioritários para a transferência]. O médico disse: 'A sua mãe vai ser a próxima a ser transferida para a UTI'. A UTI foi um caixão? Porque o Estado não conseguiu", questiona Conceição Silva, filha de Maria Aguida.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado explicou que a solicitação de um leito de UTI para a paciente chegou à Central de Regulação na segunda-feira (23). Já na terça-feira (24), a Secretaria ofereceu uma vaga no Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, mas a família não aceitou.
Sobre a transferência, a filha da paciente disse que o médico que atendeu a mãe informou que ela não teria condições de viajar porque, se os aparelhos fossem desligados, ela "morreria imediatamente".

O correto, segundo disse a filha – reproduzindo o diagnóstico do médico – era que a mãe fosse internada em um leito de UTI de um hospital de Forta

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