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Ao contrário de outros feriados, o Dia do Trabalhador, comemorado no 1º de maio, não é um feriado exclusivamente brasileiro. Muitos outros países do mundo comemoram a data nesse mesmo dia, como Portugal, Rússia, França, Espanha, Argentina, entre outros.


Para quem não sabe o que a data significa, ela, basicamente, é um marco da reflexão de empregados e empresas sobre as legislações trabalhistas, as normas e demais regras de trabalho. Esse dia marca ainda a luta dos trabalhadores que reivindicavam por melhores condições de trabalhos quando ninguém ainda olhava para a classe trabalhadora como merecedora de proteção legal.

Como acabamos de mencionar, houve um tempo em que os trabalhadores não dispunham de leis que os protegessem. Isso aconteceu, mais exatamente, até meados do século XIX. Aliás, nessa época, os trabalhadores nem imaginavam que pudessem exigir direitos trabalhistas de seus patrões e trabalhavam sem folgas, férias, com uma remuneração miserável e cumpriam cargas horárias inimagináveis.



No dia 20 de junho de 1889, três anos após as manifestações americanas, foi convocada, em Paris, uma manifestação anual a respeito das horas de trabalho. Ela foi marcada para o dia 1º de maio, em homenagem às lutas sindicais em Chicago.

Em 1919, mais exatamente no dia 23 de abril, a carga horária de 8 horas de trabalho foi retificada na França, pelo Senado, e o dia 1º de maio foi proclamado feriado. Alguns anos depois, outros países seguiram o exemplo francês e decretaram o 1º de maio como feriado pelo Dia do Trabalhador.

Mas, claro, existem exceções. Nos Estados Unidos e o Canadá, por exemplo, o Dia do Trabalho (ou Labour Day) é comemorado na segunda-feira do mês de setembro. No Brasil, o feriado existe oficialmente desde 1925, por um decreto assinado pelo presidente Artur Bernardes.

A Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), de 1943, também foi instituída no dia 1º de maio por meio do Decreto-Lei nº 5.452, pelo presidente Getúlio Vargas. Durante seu governo, em comemoração ao feriado, começaram a ser realizadas manifestações com música, desfiles e, normalmente, o anúncio de uma nova lei trabalhista. Aliás, até hoje os presidentes seguem essa tradição de desfilhes no 1º de maio e, normalmente, anunciam o aumento do salário mínimo.


Fonte: Segredos do Mundo

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