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Uma investigação da Polícia Civil resultou na prisão de Francisco Juliano Santos Farias (36), na quinta-feira (14), suspeito de selecionar vítimas de outros estados brasileiros, em sites de modelos infantis, e importunar a família das crianças alegando que havia cometido estupros contra elas. As informações acerca da operação deflagrada em Fortaleza, que teve o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, foram apresentadas nesta segunda-feira (18), em coletiva de imprensa na delegacia distrital.

Conforme as investigações, Francisco Juliano selecionava as crianças na internet e conseguia o contato dos pais. Com isso, ela entrava em contato com as vítimas, durante as madrugadas, informando que havia estuprado as crianças e repassando detalhes, que deixavam os parentes em pânico. Com isso, uma dessas denúncias foi noticiada à Polícia Civil de São Paulo, que trocou informações com a Polícia Civil do Ceará.

Após representação por parte do 1° DP, o Poder Judiciário deferiu o mandado de busca e apreensão no imóvel de Juliano, residente no bairro Vila em Fortaleza. As equipes de policiais civis apreenderam um notebook, um computador desktop, dois celulares e chips. Na apuração, a Polícia Civil cearense constatou que o suspeito cadastrava os chips de operadoras telefônicas, com nomes de terceiros, para não ser identificado. Inclusive, os policiais civis encontraram um documento na posse de Juliano, que ele afirmou ter encontrado dentro de um veículo de transporte de passageiro.

Com o nome, o suspeito realizava os cadastros nas operadoras de telefonia. Em depoimento, ele confessou os crimes, mas até o momento, não houve a confirmação de nenhum crime sexual. Além de São Paulo, chegou ao conhecimento da Polícia Civil do Ceará que o homem tenha selecionado vítimas também do Estado de Minas Gerais. Juliano, que não possuía antecedentes criminais, foi autuado em flagrante por falsidade ideológica e perturbação da tranquilidade, além de outras infrações penais que são investigadas. Já os materiais apreendidos serão examinados por peritos em tecnologia da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).
Fonte: SSPDS

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