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O homem deixou a prisão nesta quarta-feira, após ficar 44 dias preso. A turista Gaia Molinari foi morta em dezembro de 2014, em Jericoacoara.

O homem que havia sido preso por suspeita de envolvimento na morte da turista italiana Gaia Molinari foi solto na tarde desta quarta-feira (13), após passar 44 dias detido. O jovem Douglas Sousa, 23, deixou a prisão após a defesa entrar com um pedido de revogação da prisão temporária. A turista Gaia Molinari foi encontrada morta no dia 25 de dezembro de 2014, em Jericoacoara.

De acordo com a advogada Adriana do Vale, o homem havia sido preso após a Polícia Civil ter identificado um vídeo de segurança em que Douglas aparece ao lado de uma mulher, semelhante à italiana.

A defesa contratou um perito em imagens para analisar o vídeo. Após a perícia, foi emitido um laudo técnico constatando que a mulher que aparece no vídeo não era Gaia Molinari, mas uma turista americana, amiga de Douglas. Diante disso, a advogada informou que entrou com um pedido solicitando o alvará de soltura, que acabou sendo expedido pelo juiz da comarca de Jijoca de Jericoacoara.

"Quando assumimos o caso, tivemos conhecimento das imagens e contratamos um especialista para analisar o vídeo, já que sabíamos que não se tratava da Gaia. Então, junto com o laudo detalhado, anexamos os autos do processo e entramos com o pedido de revogação. O próprio delegado Rommel Kerth, que investiga o caso, viu que não haveria necessidade do Douglas permanecer preso", comentou a advogada.

Adriana do Vale acrescentou que, diante dos fatos, não existe a possibilidade de Douglas Sousa ser preso novamente. A partir de agora, conforme a advogada, a defesa deverá continuar acompanhando o caso para comprovar totalmente a inocência do jovem.

A equipe responsável pelas investigações é coordenada pelo delegado Rommel Kerth, que é diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE). A delegada Patrícia Bezerra, atual diretora adjunta da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), continua presidindo o inquérito policial; e os delegados Vicente Aguiar, da Divisão Antissequestro (DAS), e Danilo Rafanelle, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), seguem com os trabalhos.

A reportagem entrou em contato com o Departamento de Polícia Especializada, mas as ligações não foram atendidas. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa também não atendeu as ligações.

Prisões

Douglas Sousa é a segunda pessoa que foi presa por suspeitas de envolvimento na morte da turista, mas é liberado em sequência. Antes dele, a carioca Miriam de França, que havia viajado com Gaia Molinara, teve a prisão preventiva decretada, em 29 de dezembro de 2014. Ela ficou detida na Delegacia de Capturas, no Centro de Fortaleza.

Segundo a polícia, a carioca foi presa por se contradizer várias vezes durante o depoimento, como os horários e datas de passeios descritos que não conferem com informações das demais testemunhas. Questionada sobre as contradições, Miriam França não soube se explicar.

No dia 13 de janeiro, o juiz da comarca de Jijoca de Jericoacoara, José Arnaldo dos Santos Soares, revogou a prisão temporária da farmacêutica Miriam França O pedido foi feito pela Defensoria Pública do Estado, no dia 6. No pedido, a Defensoria alegou que não haviam razões suficientes para manter a farmacêutica detida, uma vez que ela tinha residência fixa e não possuía antecedentes criminais. Por determinação da Justiça, Miriam França permaneceu mais um mês na capital cearense e no dia 14 de fevereiro retornou ao Rio de Janeiro, onde voltou às suas atividades normais.

O caso
Gaia Molinari foi encontrada morta em Jericoacoara no dia 25 de dezembro de 2014 na região do Serrote, que dá acesso à Pedra Furada. Segundo laudo da Perícia Forense do Ceará, Gaia foi espancada, teve o rosto e pulsos cortados e morreu por estrangulamento. Exames periciais não identificaram sêmen no corpo da vítima.

Antes de ir para Jericoacoara, a italiana esteve hospedada em um albergue, em Fortaleza, desde o dia 16 de dezembro. No alberque, Gaia conheceu a carioca Miriam França que a convidou para ir a Jericoacoara, segundo a Polícia Civil. As duas chegaram à Jericoacora no dia 21 de dezembro, onde deveriam permanecer até o dia 24. De acordo com funcionários do albergue, no local, Gaia deixou alguns objetos pessoais como um computador e o passaporte.

As investigações mostraram que Gaia Molinari tentou voltar para Fortaleza um dia antes de morrer, no dia 23 de dezembro, por não estar se sentindo bem de saúde. A antecipação da viagem não foi possível por problemas com a empresa que realiza o transporte de passageiros da capital para Jericoacoara. Gaia, manteve então a passagem para o dia anteriormente marcado mas não apareceu no local do embarque. A companheira de viagem da italiana, Miriam França, voltou para Fortaleza.

Segundo os depoimentos de testemunhas à polícia, a última vez que Gaia Molinari foi vista foi às 18h30 do dia 24 de dezembro, véspera do dia em que o corpo foi encontrado. Com o início das investigações, a Polícia saiu em busca da companheira de viagem, a farmacêutica Miriam França, que foi localizada no dia 26 de dezembro, na Praia de Canoa Quebrada, no litoral leste do Ceará.

Fonte: G1 CE

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