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Mais um ex-presidiário que deveria estar sendo monitorado pela Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus), acabou sendo assassinado na Grande Fortaleza. Este foi o quarto caso somente neste ano. O crime aconteceu na noite de ontem (22), na Região Metropolitana.
O homem, identificado como Franciênio da Silva Serpa, 32 anos, foi atingido por vários tiros de pistola. O crime ocorreu no fim da noite de ontem no bairro Dedé Gama, na periferia da cidade de Pacajus (49Km de Fortaleza).
A Polícia Militar esteve no local do crime e acionou, via Ciops, a Perícia Forense e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A princípio, surgiram informações de que o crime pode estar ligado ao tráfico  de drogas naquela cidade, ou ainda, a um “acerto de contas” (vingança). O homem havia saído da cadeia recentemente e usava uma tornozeleira eletrônica.
Regras
O sistema de monitoramento de presidiários em regime semiaberto ou que cumprem medidas cautelares  é administrado pela Secretaria da Justiça. No entanto, tornaram-se comuns os casos de violação às restrições judiciais impostas a partir do uso do aparelho.
O preso que utilizam tornozeleira  tem que obedecer diversas  regras. Não podem se afastar do perímetro geográfico que foi determinado pela Justiça. Por exemplo, se ele sair de casa ou do bairro onde mora, imediatamente o aparelho dispara um alarme e este aciona a Central de Monitoramento, na sede da Sejus, que, por sua vez, comunica o caso à Ciops *(Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança).
O alerta de uma fuga ou de quebra do aparelho é o suficiente para que o preso passe imediatamente à condição de foragido e comece a ser procurado.
No entanto, episódios recentes revelam falhas ou desativação desse monitoramento. Vários delinqüentes já foram presos nas ruas da Capital praticando assaltos mesmo usando o aparelho. Outros foram mortos.
A  Sejus ainda não se pronunciou sobre tais casos.

Fonte:Fernando Ribeiro

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