0
Em um teste realizado em laboratório, e que promete ser um grande avanço para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), pesquisadores acreditam que descobriram as células que desempenham um papel importante na forma como a doença se desenvolve no cérebro dos bebês.
Para isso, alguns ratos tiveram essas células expostas a altos níveis de uma substância química chamada IL-17A – uma proteína de sinalização que aumenta conforme a resposta do corpo para inibir infecções – quando ainda estavam no útero, e ao nascerem apresentaram vários sintomas relacionados ao autismo. Sendo assim, os pesquisadores foram capazes de bloquear essas células e restaurar a estrutura normal dos cérebros dos filhotes.
O estudo, recentemente publicado pela revista Science, constatou que a ativação de células Th17 – um subconjunto de linfócitos T, que são células que reagem às infecções liberando a proteína IL-17A, que em grandes quantidades pode causar doenças autoimunes – e a produção de IL-17A são capazes de desempenhar um papel muito importante na criação de anormalidades comportamentais em embriões.
Os ratos expostos aos altos níveis da proteína IL-17A, apresentaram os sintomas de autismo assim que nasceram. Eles tinham dificuldades em distinguir ratos vivos de brinquedos, e interagiam com ambos da mesma forma, por exemplo. No entanto, e através do bloqueio da ação das células Th17, que são responsáveis por produzir a proteína, eles foram restaurados para a estrutura de funcionamento normal do cérebro. Para Dan Littman, autor do estudo e especialista em imunologia, da Universidade de Nova York, “esse é o primeiro estudo que identifica um conjunto específico de células do sistema que pode estar diretamente ligado à causa do comportamento autista”. Segundo ele, os resultados podem produzir possíveis tratamentos. Porém, ele frisa que pode demorar alguns anos para que um tratamento seja criado utilizando esse método recém descoberto.
(Jornal Ciência)

Postar um comentário

Você Repórter

Você Repórter
 
Top